"Conhecer é tornar-se outro que não si mesmo"Jacques Maritan

Acesso Clientes

Aqui voce obterá todas as informações necessárias de seu processo

Notícias

Newsletter

Previsão do tempo

Segunda-feira - Mogi das Cr...

Máx
32ºC
Min
21ºC
Parcialmente Nublado

Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . .
Dow Jone ... % . . . .
Japão 1,86% . . . .
NASDAQ 0,02% . . . .

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,85 4,85
EURO 5,32 5,32
IENE 0,03 0,03
LIBRA ES ... 6,19 6,20

Justiça Itinerante deve ser política permanente, afirma Fachin em encontro da magistratura no Amazonas

Levar o Judiciário a regiões de difícil acesso e ampliar o atendimento a populações historicamente afastadas dos serviços públicos. Esses foram os principais pontos defendidos pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, durante o Encontro Regional da Magistratura da Região Norte, realizado nesta sexta-feira (29), em Manaus. Ao tratar dos desafios enfrentados pela Amazônia, o ministro afirmou que a Justiça Itinerante deve se consolidar como política permanente para garantir acesso à Justiça em todo o país. “A presença do Estado na Amazônia não pode ser descontínua. A transformação digital do Judiciário dever servir à cidadania, sem ampliar desigualdades em regiões com dificuldades de acesso à internet e à energia elétrica”, reforçou. O presidente do CNJ demonstrou especial preocupação com temas ligados a infância, violência doméstica, organizações criminosas, crimes dolosos contra a vida e crimes sexuais. “É importante que a Região Norte sirva como território piloto para a criação de uma rede nacional de juízes criminais especializados no enfrentamento do crime organizado, baseada em ações integradas de gestão e cooperação institucional”, ressaltou. Encontro Regional da Magistratura da Região Norte. Foto: Chico Batata/TJAM   O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, que participou do encontro, ressaltou a necessidade de aproximar o Judiciário da população do interior da Região Norte. Ele destacou a importância de ouvir as demandas locais para fortalecer instituições e torná-las mais conectadas às necessidades dos cidadãos. Já o presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, detalhou as particularidades da atuação judicial na Amazônia e afirmou que os desafios da região exigem soluções adaptadas à realidade local. Segundo ele, as dificuldades logísticas e geográficas impactam diretamente a prestação jurisdicional. Promovido pelo CNJ e sediado no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o evento reuniu magistrados, presidentes de tribunais, corregedores e integrantes do sistema de justiça dos sete estados da Região Norte para discutir inovação, inteligência artificial e soluções tecnológicas voltadas ao aprimoramento da prestação jurisdicional. O secretário de Estratégia e Projetos do CNJ, desembargador Paulo Marcos de Farias, e o conselheiro do CNJ Silvio Amorim estiveram entre os participantes do encontro. Painéis e medalha A programação do encontro incluiu dois painéis: o primeiro, com o tema “Inteligência artificial: ética e humanização”, apresentado pelo juiz auxiliar da Presidência do CNJ João Felipe Menezes e pela juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná Camila Salmoria; e o segundo, “Solução de tecnologia para o Programa Novos Caminhos”, coordenado pelo juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Rodrigo Gonçalves de Souza. Painel sobre IA no Judiciário, com o juiz auxiliar do CNJ João Felipe. Foto: Chico Batata/TJAM   Sobre o primeiro tema, os participantes debateram acerca dos desafios e das possibilidades do uso da inteligência artificial no sistema de justiça, com foco na preservação da sensibilidade humana, da ética e da responsabilidade institucional diante do avanço das tecnologias digitais. “Estamos lidando com algo que impõe riscos à nossa atuação, e é justamente essa premissa que justifica a forma como o Conselho Nacional de Justiça tratará esses desafios trazidos pela inteligência artificial. O objetivo é garantir que todos os tribunais consigam fazer o uso eficiente dessas ferramentas sem perder a humanidade do processo. Ao fim e ao cabo, continuamos lidando com vidas e com direitos”, afirmou o juiz auxiliar do CNJ João Felipe. Na sequência, o painel “Solução de tecnologia para o Programa Novos Caminhos”, o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Rodrigo Gonçalves de Souza apresentou iniciativas tecnológicas voltadas ao fortalecimento de políticas públicas para crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e em processo de desligamento dos serviços de proteção. No encontro, o ministro Fachin recebeu a Medalha da Ordem do Mérito do Estado do Amazonas. Agência CNJ de Notícias com informações do TJAM Número de visualizações: 56
29/05/2026 (00:00)
Visitas no site:  2771252
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia